Na manhã de quinta-feira (13), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo um parecer rebatendo as alegações da defesa do ex-mandatário e de outros sete acusados. Pouco depois, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, liberou a denúncia para análise da Primeira Turma do STF. Antes do fim da tarde, o presidente do colegiado, Cristiano Zanin, agendou o julgamento para 25 de março.
A Procuradoria-Geral da República denunciou Bolsonaro e mais 33 pessoas na investigação da trama golpista. No STF, a decisão anunciada por Moraes, de liberar o julgamento, foi válida para Jair Bolsonaro, general Braga Netto e mais seis investigados:
Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - Abin)
Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal),
General Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional)
Mauro Cid (delator de ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).
Paulo Sérgio Nogueira (general do Exército e ex-ministro da Defesa)
Os alvos do inquérito respondem pelos seguintes crimes: golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Com informações do G1 e do Brasil 247.